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Philips vai ampliar o portfólio no Brasil
Monday, 02 October 2017 00:00
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Philips vai ampliar o portfólio no Brasil

Mesm
O novo CEO da Philips no Brasil, Renato Garcia Carvalho, acaba de por um ponto final em um programa para reorganizar a produção. Agora, começa a ampliar o portfólio. Para isso, conta com uma fábrica capaz de produzir uma gama extensa de produtos — de tomógrafos a mamadeiras.

Há seis anos na Philips, Carvalho assumiu o comando da operação brasileira há pouco mais de quatro meses. Engenheiro de produção, formado pela Universidade Federal de Itajubá, em Minas Gerais, o executivo já trabalhou na Fiat e na empresa de logística Maersk antes de chegar ao grupo com sede na Holanda e que no passado faturou € 24,5 bilhões.

Aos 37 anos, o mineiro de Poços de Caldas já enfrentou algumas crises econômicas no Brasil. E observa que “o mercado tem dado uma resposta positiva à turbulência política”.

“A economia está crescendo, as empresas voltaram a contratar, a bolsa, com altas significativas e o dólar, estável”, diz Carvalho. As vendas da Philips no Brasil, assegura, não foram afetadas. “Não houve diminuição de compra de nossos produtos, seja ele um barbeador elétrico ou um equipamento de ressonância magnética”. Ele não divulga a receita no Brasil, mas diz que as vendas vêm crescendo de 10% a 15% ao ano.

Esse cenário é o pano de fundo de sua estratégia para os próximos anos. Henk de Jong, o antecessor, está na matriz, em Amsterdã, no cargo de principal executivo para mercados internacionais.

Jong tocou o projeto de centralizar a produção da companhia em Varginha, no sul de Minas Gerais, onde a companhia já fabricava eletrodomésticos da marca Walita. Nessa reestruturação, foram fechadas a unidade de equipamentos de saúde que estava em Lagoa Santa, na região metropolitana de Belo Horizonte, e a fábrica de Manaus, onde se produziam monitores para unidades de terapia intensiva (UTI). Esse processo terminou em agosto.

“Agora, vamos ampliar o portfólio. Temos espaço para aumentar a produção entre 30% e 40%, sem fazer novos investimentos”, diz Carvalho. Nos últimos dois anos, a Philips investiu R$ 50 milhões na reorganização de seu processo produtivo. Para os próximos dois anos, o CEO calcula que deverá repetir este valor, ou um pouco além. O foco será em novos produtos.

Na área de produtos de consumo, que responde por 30% do faturamento, o objetivo é ampliar a oferta, importar e, mais adiante, fabricar alguns produtos no Brasil.

É isso que já está sendo feito com as mamadeiras da marca Avent, antes importadas e, agora, com um investimento de R$ 10 milhões, produzidas em Varginha. O preço pode cair até 25%.

Carvalho planeja trazer outros produtos dessa marca voltada a mães e bebês que agora são feitos na Inglaterra e na Indonésia. Quer vender para o Brasil e outros países da América Latina.

A empresa vai ampliar presença no mercado de escovas de dentes elétricas a partir de 2018, com a marca Sonicare. “O brasileiro escova os dentes três vezes por dia. Vamos investir nesse mercado”, diz Carvalho. Depiladores femininos também é uma das prioridades para a fábrica de Varginha.

A decisão de produzir localmente depende, claro, de custos e escala — a fritadeira da Walita que não usa óleo, por exemplo, continua sendo produzida na China e na Polônia. Mas Carvalho está avaliando todo o portfólio.

Na divisão de saúde, onde a empresa faz 60% de suas vendas, os planos também vão na direção de ampliar o portfólio, com produção local. Carvalho mostra-se animado com um projeto global da Philips, iniciado há quatro anos, envolvendo um equipamento de ressonância magnética voltado a mercados emergentes. Ele será produzido em apenas duas ou três fábricas no mundo e Varginha está entre elas. “O lançamento global será em novembro e o foco será em países como Brasil, Índia e China”, diz.

Esses equipamentos custam entre US$ 600 mil e US$ 2 milhões. A máquina da Philips a ser produzida em Varginha deve chegar ao mercado no piso dessa faixa. A partir de 2019, o objetivo é exportar para outros países da América Latina, onde enfrentará a concorrência de multinacionais como GE e Siemens. “Queremos trazer tecnologia, uma qualidade maior, para um produto básico”, diz Carvalho.

A mesma lógica, de produzir equipamentos com tecnologia, a preços mais acessíveis, está sendo aplicada a tomógrafos da marca Access. Esta máquina custa cerca de US$ 250 mil e também será fabricado em Varginha.

Mas é longe de Minas Gerais, na cidade catarinense de Blumenau, que a Philips tem o negócio que vem registrando a maior taxa de crescimento no Brasil. O software de gestão voltado ao setor de saúde Tasy já é adotado por cerca de 1.000 empresas no Brasil e em outros países como Arábia Saudita e México. O Tasy, que pode ser usado por hospitais e operadoras de planos de saúde, foi criado pela Wheb Sistemas, empresa que a Philips comprou em 2010.

Carvalho vai manter a estratégia de fechar parcerias público-privadas (PPP) para administrar hospitais. Na Bahia, a Philips é sócia das empresas de medicina diagnóstica Alliar e Fidi em um laboratório que realiza exames médicos em pacientes da rede pública. O contrato foi assinado com o governo baiano em 2015 e tem duração de 11 anos. “Estamos com mais dois projetos que devem ser fechados neste ano. E estamos olhando mais hospitais e unidades básicas de saúde.

”A expansão do negócio de gestão de saúde foi de tal monta que “em dois anos, o número de funcionários subiu de 300 para 700 em Blumenau”, diz o CEO, com um sorriso nos lábios. Em Varginha, ele comanda 600 pessoas.

O negócio de iluminação — que fez surgir a Philips há 126 anos, quando Gerard Philips e seu pai Frederick começaram a fabricar lâmpadas em Eindhoven, no sul da Holanda — ainda faz parte da companhia. Mas não por muito tempo. A multinacional, que tem cerca de um terço do capital da Philips Lighting, tem a meta de zerar essa fatia e sair do mercado.

Fonte: Valor Econômico
 
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